2/09/2006

Podas e "tesouros" enterrados

Não é fácil fazer horticultura e jardinagem longe de casa. Uma vez comprometidos com as plantas, elas exigem a nossa atenção quase diária, especialmente em certos períodos do ano. E quando temos a horta nem que seja a 10 minutos de carro da nossa casa, acabamos por não a visitar todos os dias e por não lhe dar toda a atenção devida.
Tenho tentado manter as estacas em terra húmida, mas não consigo ir regá-las com a regularidade desejável e já tenho encontrado a terra demasiado seca para o meu gosto. Mas as plantinhas têm-se aguentado verdes. Já as que eu transplantei para o solo não estão com tão boa cara... Nesta fase eu deveria cuidar delas todos os dias, mas não tenho disponibilidade para isso e preocupa-me que elas possam não sobreviver.
Há dias comprei ferramentas para poda e dediquei-me a podar todas as árvores de tamanho pequeno e médio. As grandinhas terão de continuar como estão, porque não tenho nem ferramentas adequadas para as podar, nem vocação para trepar por elas acima e fazer algo potencialmente perigoso.
Já tinha podado um arbusto, mas foi mais um desbaste que uma poda, porque não segui regra nenhuma, só o que o instinto me ditava.
Mas desta vez segui alguns ensinamentos sobre poda que adquiri durante uma sessão do Grupo de Estudos de Agricultura Biodinâmica na Associação Harpa, no qual eu participo.
Além de seguir o instinto para determinar que forma dar à árvore, tentei seguir também estas regras:
- observar toda a árvore atentamente e predefinir o que se vai cortar;
- posicionar de um lado da árvore e escolher um ramo principal desse lado;
- eliminar os ramos cruzados e bifurcados do ramo principal;
- cortar os raminhos que derivam do ramo principal de forma a que eles sejam maiores da ponta para a base do ramo;
- abrir o centro da árvore para deixar entrar a luz;
- cortar os "ladrões" (pequenos ramos que crescem da base ou do tronco da árvore).
Não sei se me esqueci de mais alguma regra importante, mas penso que foram estas que segui.
Tirei fotografias do resultado final, mas como me esqueci de tirar fotografias da situação inicial, terão que confiar em mim em como fez muita diferença :)
Por fim, qual não foi o meu espanto quando, no meio das ervas e meio enterrado na terra, encontrei um molho de colares de missangas todos idênticos. Infelizmente já deviam estar expostos aos elementos há bastante tempo, pois alguns já estavam partidos e os outros estão em risco de se partir. Mesmo assim senti-me como se tivesse encontrado um pequeno tesouro!

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