10/01/2005

Primeiras acções

Na semana em que decidi começar este projecto, comecei também a separar os resíduos orgânicos em casa, pelo que, de entre as tarefas que defini como prioritárias, elegi a pilha de composto como a mais urgente.
O canto que eu escolhi para a pilha de composto estava cheio de entulho - painéis de alumínio, tubos de cimento, lajes de pedra, cepos de árvores, palha, vidros partidos, ferros e arames.
Escondido por baixo de todo o lixo, estava um monte de palha, que lá deixei ficar, para ir adicionando ao composto e para mulching. Infelizmente a palha tinha sacos de plástico misturados, que tive de retirar. O meu avô tinha o bom hábito de juntar às ervas secas alguns restos de comida, mas infelizmente achava que os sacos de plástico também eram compostáveis...
Paralelamente a ter limpo este canto, limpei também um canto do alpendre onde está um churrasco. Encontrei lá um monte de cinzas que achei excelente para enriquecer e activar a pilha de composto. Infelizmente as cinzas também não estavam prontas a ser usadas, porque estavam cheias de pregos e ferrolhos ferrugentos.
Depois de ter limpo os dois espaços, iniciei a pilha de composto, alternando camadas de palha, camadas de restos de comida e camadas de cinza. Por fim cobri-a com um plástico preto. Optei por uma pilha e não por um compostor, pois uma pilha não exige trabalho de carpintaria nem compras e, como já disse antes, quero fazer o máximo de coisas com o mínimo de tempo, trabalho e dinheiro.

Ao deambular pelo meio das ervas altas, descobri imensos pés de favas, já secos, que o meu avô deve ter semeado há uns meses e que nunca chegou a colher. Estavam carregadinhos de vagens e enchi um saco. Obviamente já não estão boas para comer, mas vão servir para semear novamente. O meu avô insistiu que não valia a pena, porque mesmo que germinem algumas favas, elas serão raquíticas, mas eu insisti em aproveitá-las. Já lhe expliquei que esta vai ser a nossa nova política de sementes - vamos produzir as nossas próprias sementes sempre que possível e de preferência arranjar variedades tradicionais que não ficam raquíticas como as compradas às multinacionais. Além deste saquito de favas, já tenho um saco de feijão-frade e outro de tremoço que comprei na BIOCOOP e estão-me prometidos por uma pessoa alguns caritos e chícharos. Continuo à procura de leguminosas para encher as duas parcelas de terreno atrás da casa. Estou a apostar nelas para fazer adubo verde e melhorar a estrutura e fertilidade do solo. Assim que caírem as primeiras chuvas (será que caem?) irei começar a semeá-las.

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