6/17/2015

Os frutos do nosso trabalho

Estive fora durante duas semanas, mas os trabalhos por aqui prosseguiram e as plantas não pararam de crescer.
A horta está verdejante, com acelgas, couves, beterrabas, courgettes e alfaces já prontos a comer e tomates, batatas, cenouras e alho-francês ainda a crescerem, mas também com bom aspecto.
As árvores e arbustos já vão dando frutos, e vamos comendo aquilo que os pássaros não apanham primeiro (são um problema a ser resolvido), como figos, pêssegos, nêsperas, ameixas e framboesas.
Infelizmente o poço está praticamente seco e estamos a racionar as regas, mas temos algumas ideias para criar reservas de água alternativas e iremos debruçar-nos sobre esse assunto nos próximos tempos.
Entretanto, aqui ficam algumas fotos da horta e de alguns produtos colhidos recentemente.










5/27/2015

Evolução da horta

A horta vai de vento em popa, embora tenha sofrido alguns percalços.
Andavam a desaparecer plantas misteriosamente. Eu transplantava uma fila para a horta e no dia seguinte faltavam dez plantas, transplantava outra fila e mais dez plantas desapareciam. Gastei quase metade das plantas germinadas em tabuleiro, a repôr plantas que desapareceram da horta.
Descobri que as minhas cadelas encontraram formas habilidosas de saltar a cerca e de entrar e sair da horta, pela calada da noite. As alfaces e espinafres foram os alvos preferenciais, mas também desapareceram cenouras e outro tipo de plantas.
Durante este processo de desaparecimentos e averiguações, acabei por não instalar mais filas de plantas e por enquanto vou adiar essa instalação por mais algum tempo. Para já vou observando o que está a crescer.





O que temos mais são courgetes, couves, acelgas, tomates, batatas e rabanetes. Os rabanetes crescem muito bem e já entraram em diversas saladas. As courgetes começam agora a ficar comestíveis. O resto precisa ainda de tempo para se desenvolver. Mais do que encher-nos a barriga, estas plantas pioneiras servem-nos como ferramenta de aprendizagem e para recolha de sementes para futuras plantações e sementeiras, mas o gozo de comer um rabanete e umas folhinhas de couve nascidas na nossa horta, também alimenta a alma.




5/25/2015

Vizinhança selvagem II

Continuam as noites "estreladas" com pirilampos. É um espectáculo lindo, chegam a ser dezenas em cada moita e arbusto e parecem estar a tocar sinfonias de luz. Tentei filmá-los, mas a minha máquina não tem sensibilidade para captar luzes tão fracas, o vídeo só capta escuridão.
Temos tido outros visitantes selvagens dignos de nota.
Melros: parecem especialmente atraídos pelos pinheiros da nossa entrada.
Corujas: há dias o meu pai deu de caras com uma pousada num poste da vedação e de vez em quando ouvem-se à distância.
Mochos: há pouco tempo um mocho pequenito teve o azar de cair na chaminé da nossa lareira (que felizmente não estava acesa) e conseguimos resgatá-lo e safá-lo de boa. Assim que o trouxemos à rua, voou logo para a mata.
Rapina mistério: há uma rapina de estimação que há meses voa por cima de nós em círculos (à caça) e de vez em quando vemo-la nos seus vôos picados nos terrenos em redor. Nestes últimos dias tem-nos brindado com a sua aproximação. Da janela do meu escritório, vi-a pousar numa pedra e pouco depois lançar-se sobre o que deveria ser um passarinho distraído, pois só vi um tufo de penas brancas a voar em todas as direcções. Ontem esteve pousada no pinheiro em frente à janela e hoje pousou no portão da entrada e consegui vê-la um pouco melhor. É castanha, com o peito todo branco. Ainda não consegui identificar que tipo de rapina é, andávamos a chamar-lhe milhafre, mas também pode ser uma águia ou um falcão. É parecida com estes bichinhos:
Bútio vespeiro
Peneireiro-cinzento
Espero a oportunidade de a fotografar com o zoom, para ver se consigo identificá-la.
Entretanto tivemos um encontro imediato com uma cobra com cerca de 1.5 mts, mesmo à porta de casa. As cadelas deram o alarme: fui ver o que se passava e deparei-me com as cadelas a morder a cobra e a cobra a morder as cadelas. Foi difícil conseguir afastá-las, para a cobra poder fugir, mas lá se conseguiu enfiar debaixo dumas pedras, para desgosto das minhas meninas.
Meninas que são aparentemente as responsáveis pelos danos que se andavam a verificar na horta. Mas disso eu falo depois.

5/04/2015

Vizinhança selvagem

Não fazia ideia de que tão perto da minha anterior morada, se encontrava um lugar suficientemente remoto para ser habitado e visitado por todo o tipo de animais silvestres.
É habitual ver por aqui coelhinhos a saltar e rapinas a voar em círculos. Consta que uma cobra grandinha habita o nosso poço e já vi outras mais pequenas a rondar a casa. 
Temos um bom número de ratitos do campo que servem de alimento às cobras e que as minhas cadelas também adoram caçar (com muita pena minha, pois acho os ratinhos adoráveis).
Tinham-nos dito que haveriam javalis por aqui e é certo e sabido que eles andam por aqui. Nunca os vimos, mas já os ouvimos no terreno e eles deixam a terra bem remexida quando passam por aqui a noite. Um destes dias deixaram um trilho de pegadas bem marcado. Aparentemente, uma mamã com os seus bebés. Espero não me encontrar de caras com essa família feliz, pois as mães javalinas são um bocado super-protectoras.
Os nossos cães passaram noites agitadas sem pregar olho por causa deles e em consequência, também nós.
Entretanto houve uma acalmia na movimentação dos javalis e noites mais tranquilas, até há poucos dias atrás, em que os cães voltaram a enlouquecer. 
Uma destas noite tive de apontar a lanterna para a vedação, para ver se conseguia descortinar a razão de tanta algazarra e vi uns olhos não identificados a brilhar do lado de fora. Pensei que fosse um gato ou um cão, embora um cão fosse improvável àquela hora. Hoje tive melhor sorte, pois ainda no crepúsculo, consegui ver passar a 10 metros de mim aquele que penso ser o dono daqueles olhos- Apesar do tamanho, pareceu-me ser uma raposa. Li algures que as raposas pesam entre 5 a 6 kgs, mas aquele era bicho para 10-12 kgs, mais ou menos do tamanho das minhas cadelas. Por isso fiquei na dúvida, talvez fosse um cão selvagem, mas pela cauda, focinho e movimentos, estou convencida que era uma raposa.
Entretanto chegaran os pirilampos, É lindo ver o jardim cheio de luzinhas a piscar, parecem luzes natalícias. Os cães é que parecem ficar ainda mais desassossegados com a novidade. Eles também não estão ainda habituados à vida no campo :)




4/29/2015

Novidades na horta e pomar

A horta já avançou um bocadinho, mas ainda é uma obra em progresso. Já temos cerca de 14 filas com diversidade de plantas (courgettes, couves, cebolas, acelgas, alfaces, cenouras, tomates...) a serem irrigadas gota-a-gota. As plantas ainda estão muito pequeninas e não há garantias de que vamos ter alguma produção que se veja, mas quase as vejo crescer de dia para dia e mantenho a esperança. Tem havido alguns ataques nocturnos às plantas e algumas aparecem arrancadas das covas em que foram plantadas. Não sei se são as cadelas que se infiltram lá à noite e causam os estragos ou se será um outro bicho curioso, mas é um trabalho muito preciso, pois nada mais aparece fora do sítio. Espero que isto não venha a tornar-se um problema...

Ainda há espaço para mais meia dúzia de filas, pelo que iremos continuar a instalação. Como i sto ainda tem tudo carácter experimental, estamos a tentar diferentes métodos de manejo do solo e das ervas. O meu pai quis manter um cantinho de solo nu que irá ter de ser mondado de quando em vez para se controlarem as ervas. Eu optei por cobrir o solo, o que deu mais trabalho inicial, mas espero que venha a poupar trabalho daqui para a frente. Usei cartão e tela anti-daninhas, para comparar os efeitos de cada um, além de mulching com os restos de vegetação compostados previamente. De aspecto, ficou bonito, vamos a ver na prática qual o resultado deste esforço e qual o método mais compensatório em termos de eficiência/economia.


A taxa de sucesso de recuperação do pomar foi elevada. Das cerca de 50 árvores que estavam moribundas e que foram transplantadas recentemente, todas com excepção de uma pereira, estão já verdes ou floridas. Só precisavam de um bocadinho de atenção e água para saírem do coma em que se encontravam. Vamos a ver agora como se irão desenvolver nos próximos anos, mas para já estão viçosas.


4/24/2015

Ervas comestíveis I

Enquanto as plantas crescem lentamente na horta, dediquei-me ao estudo das plantas espontâneas comestíveis que por aqui crescem e concluí que a natureza é pródiga e dá-nos muito alimento sem que tenhamos de o semear ou plantar. Só é preciso ter um espírito aberto e o conhecimento certo, para evitar envenenamentos.
Há tempos fiz um arroz de urtigas, erva cujas propriedades alimentícias já conhecia há anos, mas que por aqui não abunda. Mas hoje decidi provar outras que nunca antes tinha comido e que se encontram aqui com mais abundância.
Apanhei folhas jovens de serralha...


de tanchagem...


 e de mostardeira negra...


e cozi-as todas como se fossem espinafres. Comemos ao almoço a acompanhar arroz e grão de bico e fiquei positivamente surpreendida, pois eram bastante palatáveis. Também colhi flores da mostardeira, mas estavam cheias de insectos e perdi a vontade de as comer...
Para compensar, juntei umas quantas flores de capuchinha - felizmente livres de insectos - e o prato ficou um pouco mais colorido.


Proximamente irei testar outras ervas comestíveis, esperando ficar mais sabedora sobre a sua identificação, os seus usos e os seus sabores.

4/14/2015

Granola caseira


O que fazer com um montão de pacotes de flocos de cereais de mel (vulgo nestum) que ninguém em casa tem por hábito comer? Fiz uma pesquisa online e encontrei a receita ideal de granola caseira com esses cereais. Não estava muito certa de que resultasse, mas o resultado foi excelente.
Misturei a olho meia taça grande de flocos de cereais de mel, com mais ou menos 2/3 dessa quantidade em aveia e juntei em doses aproximadas e generosas, sementes de sésamo, linhaça e sementes de girassol. Envolvi tudo em azeite e mel mornos e espalhei a massa resultante num tabuleiro forrado a papel vegetal. O forno foi previamente aquecido durante 10 minutos e a granola só necessitou de mais uns 15 minutos, com uma reviradela a meio da cozedura para uniformizar. E ficou excelente, aprovado por toda a família. 

Número total de visualizações de página