Na continuação da produção caseira de produtos de higiene e cosmética, deixei de usar cremes ou óleos hidratantes de qualquer espécie no corpo. Interiorizei um princípio muito importante: se não se poder comer, não se deve pôr na pele! Ainda não aplico isso a 100%, mas aos poucos vou-me convertendo.
Fica aqui então a receita para um óleo corporal que apetece (e se pode) comer, e também deixa a pele maravilhosamente suave e cheirosa.
150 ml de azeite virgem (bio)
150 ml de óleo de linho/linhaça (bio)
150 ml de óleo de amêndoas doces (bio)
10 gotas de óleo essencial de alfazema ou outro do agrado pessoal (bio)
7/31/2014
4/13/2013
Economia paralela
Há anos que eu tenho anúncios de coisas usadas para venda na net, mas para lá estavam esquecidos e sem grandes ambições. A "crise" trouxe algo de positivo: uma afluência de gente a comprar e vender usados como nunca antes eu tinha visto. Os portugueses em geral ainda se sentem embaraçados de entrar numa loja de 2ª mão (o que é que os outros vão pensar?), mas na net o negócio é feito de particular para particular e essa discrição parece desinibir uma enorme massa de gente. De repente, o meu negócio de coisas usadas tornou-se os meus 100 EUR/mês de pipocas (wink, wink, say no more).
Mesmo assim, o ritmo de escoamento das tralhas não me estava a satisfazer. Às vezes simplesmente ofereço coisas através do freecycle, só para libertar espaço em casa, mas frequentemente espero ter algum retorno e o freecycle é mesmo só para actos de altruísmo.
Descobri então o troca-se.pt. Parece-se com um habitual site de vendas de usados, com uma lista de itens, sistema de feedback, etc, mas onde não é permitido atribuir valor monetário às peças. É permitido fazerem-se propostas de trocas e negociar mais ou menos itens para se alcançar o valor subjectivo que cada utilizador atribui às suas coisas, mas tentativas de compra e venda são banidas. Já realizei perto de 100 trocas graças a este site, num valor aproximado de 1000 EUR. Mil euros que não ganhei, mas que também não gastei em objectos que de outra forma possivelmente teria comprado. Há pessoas desonestas que tentam impingir-nos bens partidos, avariados ou que nem sequer os enviam (quando a troca se realiza por correio). Já tive três más experiências desse género, mas em 100, representaram apenas 3% de más trocas.
O sistema de feedback dá-nos algumas garantias de honestidade das pessoas, mas é útil ter um bom instinto para se perceber quem é sério e quem não é com apenas duas ou três mensagens trocadas. Há pessoas a desistir das trocas, porque são enganadas todos os dias. Não é portanto para totós, mas quem tenha algum dedo de testa e se saiba precaver contra os aldrabões, pode ser incrivelmente útil.
A todos quantos tenham tralha sem uso em casa, aconselho vivamente a aderirem às vendas ou trocas na internet. Além do dinheiro que se poupa, recupera ou não se gasta, estamos a aliviar o ambiente de um enorme desperdício de bens que iriam para o lixo ou compraríamos novos e ainda temos o prazer de conhecer algumas pessoas interessantes pelo caminho.
Mesmo assim, o ritmo de escoamento das tralhas não me estava a satisfazer. Às vezes simplesmente ofereço coisas através do freecycle, só para libertar espaço em casa, mas frequentemente espero ter algum retorno e o freecycle é mesmo só para actos de altruísmo.
Descobri então o troca-se.pt. Parece-se com um habitual site de vendas de usados, com uma lista de itens, sistema de feedback, etc, mas onde não é permitido atribuir valor monetário às peças. É permitido fazerem-se propostas de trocas e negociar mais ou menos itens para se alcançar o valor subjectivo que cada utilizador atribui às suas coisas, mas tentativas de compra e venda são banidas. Já realizei perto de 100 trocas graças a este site, num valor aproximado de 1000 EUR. Mil euros que não ganhei, mas que também não gastei em objectos que de outra forma possivelmente teria comprado. Há pessoas desonestas que tentam impingir-nos bens partidos, avariados ou que nem sequer os enviam (quando a troca se realiza por correio). Já tive três más experiências desse género, mas em 100, representaram apenas 3% de más trocas.
O sistema de feedback dá-nos algumas garantias de honestidade das pessoas, mas é útil ter um bom instinto para se perceber quem é sério e quem não é com apenas duas ou três mensagens trocadas. Há pessoas a desistir das trocas, porque são enganadas todos os dias. Não é portanto para totós, mas quem tenha algum dedo de testa e se saiba precaver contra os aldrabões, pode ser incrivelmente útil.
A todos quantos tenham tralha sem uso em casa, aconselho vivamente a aderirem às vendas ou trocas na internet. Além do dinheiro que se poupa, recupera ou não se gasta, estamos a aliviar o ambiente de um enorme desperdício de bens que iriam para o lixo ou compraríamos novos e ainda temos o prazer de conhecer algumas pessoas interessantes pelo caminho.
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12/27/2012
Natal reinventado
Há alguns anos que abandonei a "tradicional" "celebração" das "Festas"(tradução: febre consumista e bulímica que se vive entre Dezembro e Janeiro).
Comecei por trocar as prendas massificadas por prendas com alguma mensagem positiva (produtos biológicos, de comércio justo, reciclados, etc). Depois fui mesmo reduzindo as prendas a só meia dúzia de pessoas mais importantes. Passados alguns anos de desmame, sinto-me finalmente desintoxicada da obrigação de dar prendas e simplesmente deixei de o fazer e não sinto qualquer tipo de remorsos ou preocupação pelo que os outros possam pensar de mim. Mas foi um processo lento e doloroso. Ah ah ah!
Ocasionalmente sentia vontade de fazer algum tipo de decoração natalícia, mas isso agora tornou-se difícil desde que vendi em 2ª mão todos os enfeites que possuía, pelo que até isso são águas passadas. Ou talvez não ;)Este ano tinha por aqui uma antena de tv pronta para ser entregue num ecocentro, quando tive uma visão de como ela poderia ser reciclada e tornada útil nesta "época festiva". E surgiu assim a árvore de Natal feita com uma antena de tv, cápsulas de café e cabos informáticos. Pretende ser decorativa e ao mesmo tempo uma crítica artística ao consumo, desperdício e alienação em que todos acabamos por nos ver envolvidos, não apenas no Natal, mas no quotidiano.
Não quero ser o Grinch, não vejo nada de errado na celebração religiosa do Natal para quem isso tem significado, nem vejo nada de errado na festa da família para quem vive o Natal de forma mais secular, mas causa-me alguma perturbação a forma como nós, indivíduos, nos sentimos pressionados a responder às expectativas da família, amigos, conhecidos e sociedade, quando chega esta altura do ano. Eu sei o que isso é, porque já senti essa pressão. Frequentemente
as pessoas confessam-me em surdina que, por elas, gostariam era de aproveitar as pequenas férias de Natal e fim-de-ano para relaxar, em vez de andarem num corre-corre a gastar dinheiro em presentes e a fazer cozinhados. E em surdina dizem-me também que no fundo acabam por o fazer, não porque isso lhes dê muito gozo, mas por causa do papão que são as expectativas dos outros e a ameaça de se tornarem a ovelha negra se não lhes corresponderem.
Por isso digo: tenham boas festas, mas por favor, não tenham medo e libertem-se!
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9/01/2012
Pão integral caseiro em máquina de pão
O pão nosso de cada dia cada vez se parece menos com pão. Em vez de água, farinha e fermento, a lista de ingredientes da maioria dos pães, mesmo os que se fazem passar por tradicionais, contém uma dúzia de ingredientes, vários dos quais são "Es" químicos sintéticos.
Mesmo os pães mais básicos, com menos artifícios, são feitos de farinha de trigo refinada, desprovida de nutrientes e por isso só serve para encher e dar calorias, mas não verdadeiramente nutrir e alimentar.
Por tudo isto, já não dá gozo comprar pão, excepto pão caseiro com farinha integral biológica, mas esse é quase sempre demasiado caro e difícil de obter para a maioria das pessoas. Andei por isso a estudar alternativas e encontrei uma farinha integral não biológica no supermercado, bastante mais em conta que a biológica nas lojas da especialidade e que, não sendo a melhor opção em termos ambientais e de saúde, é talvez a melhor em termos de balanço custo-benefício para quem não pode ter grandes despesas.
Perdoem-me a publicidade, mas é tão difícil encontrar farinha integral num supermercado, que fiquei verdadeiramente contente em conhecer a farinha Dona Flor que, ao que parece, não é mistura de farinha branca com farelo como muitas outras supostas farinhas integrais à venda, mas sim farinha integral a sério, da moagem dos grãos de trigo inteiros e com casca.
Uma embalagem de 500g de farinha e um pacotinho de fermento de pastelaria, servem para fazer dois lindos e saborosos pães numa máquina de fazer pão recuperada da casa da minha mãe, por um preço aproximado de 1 EUR.
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7/19/2012
Barras de cereais caseiras
Precisava de preparar comida para 3 dias sem acesso a cozinha, restaurante ou supermercado. Uma das ideias que tive foi levar comigo barras de cereais, mas confesso que não sou fã de nenhuma das que já comi até hoje, mesmo as das lojas de produtos naturais, que apesar de menos enjoativas e menos artificiais, são carrérrimas. Então decidi tentar produzir as minhas próprias barrinhas.
Não segui nenhuma receita. Improvisei a 100%.
Triturei uma mistura de frutas secas (alperces, ameixas, maçãs, passas), juntei-lhe flocos de aveia, sementes de sésamo e mel e mexi até ficar bem homogéneo.
Coloquei esta mistura numa caixa de plástico rasa (que serviu de forma). Depois de bem comprimida a mistura, virei a caixa e coloquei esta placa de cereais e fruta num tabuleiro.
Repeti a tarefa e enchi dois tabuleiros. Um levei ao forno durante uma meia hora, o outro deixei secar ao ar.
No fim, cortei as placas em barrinhas e fiquei com um fornecimento que me deu para os 3 dias e para distribuir pela família e amigos.
Ambas as versões ficaram saborosas, mas a melhor foi a que secou ao ar. A que foi ao forno acabou por cozer e ficou tipo bolo. A outra deu origem a verdadeiras barrinhas de cereais, com as quais me deliciei!
Não segui nenhuma receita. Improvisei a 100%.
Triturei uma mistura de frutas secas (alperces, ameixas, maçãs, passas), juntei-lhe flocos de aveia, sementes de sésamo e mel e mexi até ficar bem homogéneo.
Coloquei esta mistura numa caixa de plástico rasa (que serviu de forma). Depois de bem comprimida a mistura, virei a caixa e coloquei esta placa de cereais e fruta num tabuleiro.
Repeti a tarefa e enchi dois tabuleiros. Um levei ao forno durante uma meia hora, o outro deixei secar ao ar.
No fim, cortei as placas em barrinhas e fiquei com um fornecimento que me deu para os 3 dias e para distribuir pela família e amigos.
Ambas as versões ficaram saborosas, mas a melhor foi a que secou ao ar. A que foi ao forno acabou por cozer e ficou tipo bolo. A outra deu origem a verdadeiras barrinhas de cereais, com as quais me deliciei!
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5/31/2012
Frescos, biológicos e locais
"Locavore" é o termo inglês que designa quem procura consumir alimentos produzidos na sua área de residência, como forma de apoiar a economia local, consumir produtos frescos e nutritivos e reduzir a pegada ecológica (especialmente em termos de CO2 que é poupado, com a redução significativa das distâncias de transporte dos alimentos). Não existe um termo equivalente em português, seria algo como locávoro, que soa mesmo muito mal, mas já existe muito boa gente que tenta aplicar este princípio na hora das compras.
Uma das minhas mais recentes preocupações era precisamente passara consumir mais localmente, mas hoje em dia mesmo nos mercados só se encontram basicamente produtos importados. Aminha mãe costuma comprar a alguns poucos velhotes que ainda têm as suas hortinhas e garantem não usar químicos, mas são uma espécie em vias de extinção.
Eis quando - estando eu ainda a planear um dia pensar melhor no assunto - o homem dos sete ofícios que veio fazer algumas obras a casa da minha mãe mencionou ter iniciado uma pequena produção biológica de hortícolas, no seu terreno a escassos 2-3 kms da nossa casa. Adoptado!
Visitamos o blog dele para saber das novidades, mas ele também nos liga quando tem algo para vender. Mais ou menos a cada semana e meia vamos buscar a nossa encomenda.
E é um prazer consumir estes produtos fresquinhos, nutritivos e locais.
Em troca levamos-lhe os nossos resíduos orgânicos, para juntar à sua pilha de composto. Numa família de 4 pessoas que consomem imensos frutos e vegetais, chegam a ser cerca de 75 lts (3 sacos grandes) de resíduos. Estamos a negociar com ele um descontozinho com base nessa troca, mas sabemos que será apenas simbólico. O maior valor ganho com este negócio é a satisfação de apoiarmos um agricultor local e consumirmos Alimentos com "A" grande, não aquelas coisas que se parecem vagamente com comida, mas são basicamente celulose com água e nitratos.
Uma das minhas mais recentes preocupações era precisamente passara consumir mais localmente, mas hoje em dia mesmo nos mercados só se encontram basicamente produtos importados. Aminha mãe costuma comprar a alguns poucos velhotes que ainda têm as suas hortinhas e garantem não usar químicos, mas são uma espécie em vias de extinção.
Eis quando - estando eu ainda a planear um dia pensar melhor no assunto - o homem dos sete ofícios que veio fazer algumas obras a casa da minha mãe mencionou ter iniciado uma pequena produção biológica de hortícolas, no seu terreno a escassos 2-3 kms da nossa casa. Adoptado!
Visitamos o blog dele para saber das novidades, mas ele também nos liga quando tem algo para vender. Mais ou menos a cada semana e meia vamos buscar a nossa encomenda.
E é um prazer consumir estes produtos fresquinhos, nutritivos e locais.
Em troca levamos-lhe os nossos resíduos orgânicos, para juntar à sua pilha de composto. Numa família de 4 pessoas que consomem imensos frutos e vegetais, chegam a ser cerca de 75 lts (3 sacos grandes) de resíduos. Estamos a negociar com ele um descontozinho com base nessa troca, mas sabemos que será apenas simbólico. O maior valor ganho com este negócio é a satisfação de apoiarmos um agricultor local e consumirmos Alimentos com "A" grande, não aquelas coisas que se parecem vagamente com comida, mas são basicamente celulose com água e nitratos.
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5/27/2012
Café bio em cápsulas
Esta nova moda dos cafés em cápsula que servem exclusivamente na máquina de café de determinada marca, incomodou-me desde o primeiro dia.
Primeiro, quem compra uma máquina de determinada marca, fica obrigado a consumir exclusivamente café daquela marca, o que é um atentado à liberdade de escolha. Se a empresa falir ou por alguma razão deixar de fabricar aquele tipo de cápsulas, será que reembolsa o cliente pelo investimento na máquina? Ou se simplesmente decidir subir o preço das cápsulas e a pessoa quiser mudar de sistema, quem a reembolsa do investimento na máquina?
Segundo, o custo ambiental de se fazerem cápsulas de plástico ou alumínio para cada dose de café, mais o custo ambiental destas irem para o lixo ou mesmo serem recicladas é muito superior ao de uma embalagem de café com 30 ou 40 doses.
Claro que ninguém é obrigado a aderir a estes sistemas de cápsulas, mas com a explosão de marcas que agora oferecem esta opção, há a possibilidade de um dia não termos senão essa opção. O pensamento monopolista por trás de todo este conceito está errado.
Curiosamente, apesar das questões que me incomodam com estas máquinas, acabaram por vir parar uma a casa da minha mãe e outra à minha.
Claro que eu não podia deixar de fazer alguma coisa para contornar os problemas que elas levantam. Experimentei vários métodos de piratear as cápsulas usadas para poder usá-las com outro café, especificamente café biológico e de comércio justo. E depois das contas feitas, não é que fica 3 a 4 vezes mais barato do que o café convencional de comércio "injusto"?
Uma das máquinas é da Nespresso e o método que funcionou melhor com estas cápsulas foi colocar um pedaço de filtro de café entre a cápsula e a grelha em que esta encaixa. [É preciso retirar o depósito de cápsulas usadas e colocar a cápsula e o filtro na posição certa, ajudando a posicioná-la por cima e por baixo]. Tentei com papel de alumínio, mas era frágil de mais e encarquilhava em vez de furar. Talvez resulte se for um papel de alumínio forte e não aquele que se usa para embrulhar sanduíches, mas eu prefiro o filtro de café, pois é biodegradável.
A outra máquina é da Lavazza e com esta o papel de alumínio funciona muito bem e permite que se preparem as cápsulas com antecedência e se coloquem de reserva, ao contrário das outras que têm que ser preparadas na hora, mas também hei-de experimentar com papel de filtro.
As marcas destes cafés desaconselham a reutilização das cápsulas argumentando que o método poderá estragar as máquinas. Não vou dizer que é mentira, pois poderá acontecer, uma vez que estes sistemas estão desenhadas para funcionar a certas pressões e qualquer perturbação poderá causar desarranjos a longo prazo. Mas até agora não tive qualquer problema, excepto durante as minhas primeiras experiências em que entupi a máquina Nespresso algumas vezes (mas nada que uma passagem de água não resolvesse) e desde que encontrei o método mais adequado, não voltou a acontecer.
Primeiro, quem compra uma máquina de determinada marca, fica obrigado a consumir exclusivamente café daquela marca, o que é um atentado à liberdade de escolha. Se a empresa falir ou por alguma razão deixar de fabricar aquele tipo de cápsulas, será que reembolsa o cliente pelo investimento na máquina? Ou se simplesmente decidir subir o preço das cápsulas e a pessoa quiser mudar de sistema, quem a reembolsa do investimento na máquina?
Segundo, o custo ambiental de se fazerem cápsulas de plástico ou alumínio para cada dose de café, mais o custo ambiental destas irem para o lixo ou mesmo serem recicladas é muito superior ao de uma embalagem de café com 30 ou 40 doses.
Claro que ninguém é obrigado a aderir a estes sistemas de cápsulas, mas com a explosão de marcas que agora oferecem esta opção, há a possibilidade de um dia não termos senão essa opção. O pensamento monopolista por trás de todo este conceito está errado.
Curiosamente, apesar das questões que me incomodam com estas máquinas, acabaram por vir parar uma a casa da minha mãe e outra à minha.
Claro que eu não podia deixar de fazer alguma coisa para contornar os problemas que elas levantam. Experimentei vários métodos de piratear as cápsulas usadas para poder usá-las com outro café, especificamente café biológico e de comércio justo. E depois das contas feitas, não é que fica 3 a 4 vezes mais barato do que o café convencional de comércio "injusto"?
Uma das máquinas é da Nespresso e o método que funcionou melhor com estas cápsulas foi colocar um pedaço de filtro de café entre a cápsula e a grelha em que esta encaixa. [É preciso retirar o depósito de cápsulas usadas e colocar a cápsula e o filtro na posição certa, ajudando a posicioná-la por cima e por baixo]. Tentei com papel de alumínio, mas era frágil de mais e encarquilhava em vez de furar. Talvez resulte se for um papel de alumínio forte e não aquele que se usa para embrulhar sanduíches, mas eu prefiro o filtro de café, pois é biodegradável.
A outra máquina é da Lavazza e com esta o papel de alumínio funciona muito bem e permite que se preparem as cápsulas com antecedência e se coloquem de reserva, ao contrário das outras que têm que ser preparadas na hora, mas também hei-de experimentar com papel de filtro.
As marcas destes cafés desaconselham a reutilização das cápsulas argumentando que o método poderá estragar as máquinas. Não vou dizer que é mentira, pois poderá acontecer, uma vez que estes sistemas estão desenhadas para funcionar a certas pressões e qualquer perturbação poderá causar desarranjos a longo prazo. Mas até agora não tive qualquer problema, excepto durante as minhas primeiras experiências em que entupi a máquina Nespresso algumas vezes (mas nada que uma passagem de água não resolvesse) e desde que encontrei o método mais adequado, não voltou a acontecer.
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