5/06/2012

Leite de aveia cru

Há muitos anos que deixei de consumir lacticíneos e em concreto de beber leite de vaca. Depois de ter deixado de beber o leite materno, biologicamente nunca  mais deveria ter bebido leite e muito menos leite que é naturalmente destinado a bezerros. No entanto - questão  cultural - cresci a beber leite de vaca e ficou-me o hábito de colocar qualquer bebida esbranquiçada no café ou a acompanhar os cereais. Quando decidi deixar os lactcíneos, decidi então virar-me para os leites vegetais.

[Antes que algum purista argumente que leite é só o dos mamíferos, lembro que de acordo com diversos dicionários, qualquer substância leitosa pode ser chamada de leite. Ou também acham que se deve proibir de se chamar leite corporal aos hidratantes ou leite de magnésia ao antiácido? A campanha "anti leite vegetal" foi lançada pelo lobby dos lacticíneos, num esforço para diferenciar as ""bebidas vegetais" do "leite". Embora discorde do argumento linguístico, curiosamente considero que têm razão num ponto: realmente estas bebidas não são comparáveis. Os leites vegetais são bem mais saudáveis!]

Um litro de qualquer leite vegetal é geralmente bem mais caro que um litro de leite de vaca, com excepção actual do leite de soja, que já tem um preço muito mais acessível graças à vulgarização do seu consumo. Por isso, há alguns anos que compro pacotes de leite de soja. Mas para alguém sempre crítico como eu, este consumo levanta-me diversas questões.


Antes de mais, a não ser que o leite seja biológico (logo, mais caro), nunca tenho a certeza absoluta de que a soja utilizada não seja parcialmente transgénica. Na Europa, como os alimentos transgénicos têm de ser rotulados, as empresas optam por não os vender directamente ao consumidor, que os rejeita (vão antes para as rações animais), mas a contaminação acontece e a fiscalização é esporádica, por isso corre-se sempre algum risco no consumo de soja. 

Em seguida, preocupa-me a quantidade de pacotes tetrapak que semanalmente separo para reciclagem e ainda algumas questões por estar tão dependente diariamente de um produto tão "fabricado" ou processado, algo que eu procuro cada vez mais eliminar da minha dieta.

Para garantir que o meu leite de soja não era transgénico, mas também numa tentativa de poupar dinheiro, cheguei a investir numa máquina com a qual fazia leite de soja em casa a partir de grão de soja biológica. Mantive essa rotina durante cerca de um ano, até que uma borracha isolante da máquina se rompeu e ninguém foi capaz de a reparar, ficando a máquina inutilizada. Acho que nunca cheguei a amortizar o valor investido e por isso não senti qualquer motivação para comprar outra máquina. Voltei ao leite de soja convencional de pacote. Até agora.

Decidi tentar fazer o meu próprio leite novamente, sem máquinas especiais e sem complicações. Pesquisei as alternativas e optei por experimentar fazer leite de aveia cru. Razões: facilidade, economia, rapidez, nutrição! 
 
Mais à frente pretendo tentar fazer leite de arroz, amêndoas e nozes, mas para já o de aveia pareceu-me ser o mais adequado e simples.
Guiei-me, grosso modo, por diversas receitas encontradas online, mas na prática fiz tudo um bocado a olho, seguindo o meu instinto em termos de quantidades e foram estas as conclusões a que cheguei. Para 1 litro de leite, basta demolhar cerca de 100 gr de aveia durante 1 a 2 horas (mas também pode ficar de molho da noite para o dia), triturá-la com uma varinha mágica, filtrar o líquido, ajustar o volume de água até perfazer um litro e armazenar! Não é preciso sequer cozer a aveia, poupando-se energia, tempo e preservando mais dos seus nutrientes.



Há quem não goste do sabor "cru" deste leite e não abdique por isso de cozer a aveia, mas eu adaptei-me perfeitamente bem ao sabor e quando quero que fique mais guloso, contento-me em adicionar-lhe uma colher de mel. 
Com o resto sólido da aveia, faço pequenas sobremesas, misturando fruta, passas, canela, mel ou o que quer que a imaginação dite no momento. 


Em termos de poupança monetária, estes são os resultados dos meus cálculos (não incluindo o custo da água e da energia utilizada, considerado minúsculo).





4/24/2012

Dispensadores de sacos feitos com calças velhas

Este pequeno projecto já o fiz há mais de um ano, mas lembrei-me de o partilhar agora.
Uma vez que costumo levar os meus próprios sacos às compras, não sei como isto sucede, mas tenho sempre imensos sacos de plástico em casa. Dava-me jeito um dispensador de sacos, mas não queria cair no erro de comprar um de plástico, contribuindo ainda mais para a presença deste material no planeta.

Quando umas calças de um pijama de algodão se rasgaram, tive a ideia de fazer dispensadores de sacos com as pernas do dito cujo. Ficaram um bocado grandes, mas na verdade dá imenso jeito que assim sejam.

Deveria postar um guia passo a passo, com fotos bonitas e tal, mas ainda não cheguei a esse nível de refinamento. Além disso, quando há um ano fiz este "projecto", não tinha ideia nenhuma de vir a postá-lo no blog. 

Na foto, um dos dispensadores em acção. Sim, é mesmo grande!


Sumariamente, foram estes os passos deste projecto: 
1 - separei (cortei) as pernas da cintura elástica das calças
2 - separei as pernas uma da outra
3 - ajustei o tamanho de cada perna à altura pretandida
4 - cortei ao meio o elástico da cintura e usei as duas partes para fazer novas "cinturas" nas entradas (topo) de cada dispensador 
5 - usei o cordão que apertava as calças na cintura, para fazer aberturas reguláveis nas saídas (fundo) de cada dispensador 
7 - os dois buracos por onde passava o cordão da cintura original, ficaram localizados convenientemente nas entradas de cada dispensador e serviram na perfeição como ponto de fixação ao porta-panos de parede 

4/19/2012

Higiene oral natural

É impressionante a quantidade de químicos irritantes, cancerígenos e disruptores endócrinos que colocamos voluntariamente no nosso corpo diariamente. Cada vez que vamos comprar uma pasta de dentes, um champô, um óleo de banho, estamos a pagar para que nos envenenem. Depois surpreendemo-nos pela nossa fraca saúde.

Consciente da toxicidade dos produtos cosméticos, há anos que procuro comprar produtos o menos mauzinhos possível, mas nem sempre me mantenho fiel a isso. Mesmo quando consigo resistir à tentação de experimentar o novo champô da marca xyz, que promete revolucionar o meu mundo e espero pelo dia em que passarei no Celeiro para comprar algo mais "natural", acabo sempre desiludida pelo facto de que todos os champôs e, na verdade, todos os produtos cosméticos comercializados, por mais naturais que sejam, por mais ingredientes de origem vegetal que contenham, conterem sempre alguns químicos de síntese altamente suspeitos na sua composição. Há ainda a considerar que a sua produção industrial é sempre causadora de um impacto ambiental não negligenciável, no qual não queremos sequer pensar, dada a conveniência do "pronto a usar". 

Na senda de uma transição para um estilo de vida com um impacto mais reduzido, mais económico e frugal e também mais saudável, decidi progressivamente aprender a utilizar produtos alternativos aos cosméticos comercializados. E comecei precisamente pela pasta de dentes. 
Já usei dentífricos à base de argila e de plantas. Havia um do Celeiro com aroma de anis que era um prazer usar, mas... eram todos ou ainda demasiado químicos ou, simplesmente, demasiado caros! Experimentei um dentífrico japonês em pó, que consistia de beringela torrada e sal, mas também não era propriamente barato e, não raras vezes, deixava-me partículas pretas entre os dentes, o que era um bocado contraproducente. Decidi por isso procurar receitas de dentífricos caseiros e descobri que podemos usar simples bicarbonato de sódio para escovar os dentes. Excelente!

A minha nova rotina de higiene oral!

Mais eficaz será uma mistura de bicarbonato de sódio com cloreto de sódio (vulgo sal de cozinha), numa proporção de 1 para 4, pois o sal, ligeiramente mais abrasivo, ajuda a remover as impurezas dos dentes, além de coadjuvar o bicarbonato como bactericida. Quem faz questão de ter um dentífrico em pasta e não em pó, pode simplesmente adicionar 3 ou 4 colheres de chá de glicerina a 1 copo deste pó, misturar bem, et voilá! Em ambos os casos, pó ou pasta, pode-se ainda adicionar umas gotinhas de óleo essencial de menta, anis, limão, ou outro que se goste e que não seja tóxico para as mucosas, para um toque aromático que torne a escovagem ainda mais agradável. 

Como complemento a este dentífrico natural, um elixir bucal à base de água oxigenada diluída em água na proporção de 1 para 10, ajuda a manter os dentes mais brancos e a boca mais desinfectada. O ideal será bochechar antes da escovagem ou mergulhar a escova no elixir antes de usar o pó ou a pasta, pois a acção combinada dos elementos tem um efeito sinergístico e diz-se que deixa os dentes ainda mais brancos (sem no entanto destruir a camada de esmalte necessária à saúde dos nossos dentes). 

Fiz uma pequena comparação de custos, com base nos preços de dentífricos e elixires à venda num hipermercado e dos ingredientes alternativos à venda no mesmo espaço, tendo em conta as diferenças de preço entre os mais baratos e os mais caros. Não garanto a correcção absoluta dos cálculos e convido-vos a fazerem-nos vós mesmos, mas pretendi ter em conta uma aproximação em termos de quantidades dos produtos comercializados prontos a usar e as suas contrapartes fabricadas em casa (pós mistura e/ou diluição dos ingredientes) e penso que os valores são indicativos daquilo que se pode poupar com esta mudança de hábitos.
 

4/10/2012

Transição

Quem me conhece sabe que eu sou extremamente atenta aos meus hábitos de consumo e que procuro sempre fazer as escolhas com menor impacto ambiental. Mas ninguém é de ferro e cheguei a uma altura em que, parecendo humanamente impossível ir mais além, dei por mim a pensar "mas porque raio hei-de eu esgotar-me com tanto esforço, se eu sozinha não posso "salvar o mundo" e os outros em redor parecem não querer saber de fazer a sua parte?".

Não deixei de fazer o que já era meu hábito, mas não tive coragem de ir mais além. Esse "mais além" seria passar a fazer os meus próprios cosméticos e produtos de limpeza caseiros em vez de comprar versões "amigas do ambiente" nas lojas. Era gradualmente comprar alimentos directamente a pequenos agricultores em vez de ir procurar biológico e português ao supermercado. Era procurar aprender artes e ofícios que me permitissem ser mais auto-suficiente.


O plano sempre esteve na minha mente, mas cansada da dedicação que isso exigia e das constantes mudanças na minha vida que me impediam de desenvolver uma rotina, decidi adiar isso para quando um dia tivesse a minha vida mais "arrumada" e, idealmente, uma casinha no campo.
Mas com a crise económica que grassa por este país - fruto do "capitaclismo" que foi sendo varrido para debaixo do tapete na esperança de ninguém desse por isso - a moda da poupança e da auto-suficiência anda por aí à solta. Os grupos de trocas de bens e serviços multiplicam-se. Os blogs com dicas para uma vida mais auto-suficiente e artesanal crescem como cogumelos. O movimento de transição e permacultura deixou de ser coisa de hippies e começou a sair à rua. E eu comecei a sentir que fazia menos para reduzir a minha pegada ecológica que a tiazinha da esquina que descobriu que fazer carteirinhas com pacotes tetrapak está muito in.
Decidi por isso ganhar novo fôlego e retomar a minha caminhada para uma vida pós-carbono. Estou oficialmente em Transição.

9/20/2011

Mar de plástico


Não sou santa. Não compro tudo ecológico, biológico e local. Acabo sempre por fazer algumas compras em grandes superfícies. 
Desde que algumas destas superfícies oferecem a opção de fazermos as compras online e eles entregarem-nas ao domicílio, que me interrogava se seria uma opção sensata e um pouqito mais ecológica. Se em vez de cada indivíduo se deslocar ao hipermercado, uma carrinha distribuir as compras por diversas moradas, poupa-se no consumo de combustíveis. Além disso não temos que perder tempo naquele ambiente deprimente que é um hipermercado e usá-lo a fazer coisas bem mais úteis, como ir à frutaria do velhote da esquina aviar de courgettes ainda cheias de terra.

Quando há tempos o Continente fez uma promoção em que oferecia um desconto de 10 EUR nas compras online com entrega gratuita ao domicílio, decidi que tinha chegado o momento de testar o serviço. 
Tudo correu muito bem, até me ligaram a perguntar se queria alternativa aos produtos que não tinham já em stock e fizeram o belo do desconto. Até que as compras chegaram... Parecia que além da minha encomenda, me tinham trazido mais umas dezenas de coisas que eu não tinha pedido, tal era o número de sacos que deixaram na minha cozinha. Cada produto tinha praticamente "direito" ao seu próprio saco de plástico!
Para uma compra no valor de cerca de 100 EUR, o equivalente a uma ou duas semanas de comida e uns quantos utensílios domèsticos, fiquei a flutuar num mar de plástico no meio da cozinha. 


Ao todo, contei perto de 25 sacos! Em comparação, a mesma quantidade de compras costuma-me caber em 3 sacos grandes reutilizáveis.
Não consegui perceber porquê. Se entregam ao domicílio, porque não trazem as compras dentro de caixotes de cartão, por exemplo? Não eram mais simples de empilhar na carrinha e tudo? Acontece que as compras vêm de facto em caixas, mas as caixas ficam na carrinha e para a nossa mão passam uma avalanche de sacos de plástico.
Não compreendo este desperdício disparatado e decidi reclamar ao Continente.

3/29/2011

Obstáculos à mudança

Há cerca de 3-4 meses que começámos a busca daquela que esperamos venha a ser a nossa casa. no campo Primeiro procurámos terrenos pequenos com casas modestas dentro de uma área a cerca de 1 hora de Lisboa. Os preços são exorbitantes, mas depois de muita procura encontrámos finalmente o que parecia um sonho tornado realidade. Terreno e água com fartura e uma casa modesta mas com muito potencial ,a menos de 1 hora de Lisboa, por um preço muito abaixo do seu valor real. Mas o dono adoeceu, hesitou, o processo ficou empatado. Durante semanas não quis sequer pensar em procurar outra coisa - já sabia que não iria encontrar nada tão bom e tão barato como esta, na zona de Lisboa.
Então depois de mais umas quantas visitas infrutíferas a terrenos, surge uma outra oportunidade, desta vez bem longe de Lisboa, mas com um preço irresistível e um potencial agrícola e turístico fabuloso. Começámos logo a fazer planos mais ousados de criação de um turismo rural como complemento ao projecto agrícola que tínhamos em mente. Apesar de ser o mesmo preço da casa perto de Lisboa, tem três vezes a área de terreno e uma casa três vezes maior. Decidimos que estávamos dispostos a lançar-nos de cabeça. Então surge novo obstáculo. O banco só empresta dinheiro para a casa e como o terreno é imenso, falta mais ou menos a mesma quantia para poder cobrir o valor total da propriedade. 
Não queria desistir, pelo que procurei informar-me sobre apoios à criação de emprego ou criação de empresa de turismo rural. De facto existem apoios para isso, mas só depois de se ter a terra, porque o dinheiro só pode ser investido na recuperação da casa, mas não na compra do terreno. Os bancos também têm linhas de crédito para negócios deste tipo, mas só emprestam a quem já tiver um percurso empresarial de sucesso. Ou seja, a pescadinha de rabo na boca do costume: o estado e os bancos só emprestam ou dão dinheiro, a quem já o tem! Quem não tem, chucha no dedo e fica a ver navios. 
Dizem que há muitas oportunidades por aí para quem queira criar o seu negócio, mas eu há anos que as procuro e investigo e na hora de avançar fico sempre apeada, porque exigem-me sempre ter já milhares ou dezenas de milhares de euros para investir do meu bolso.
Depois destes reveses ficámos um pouco desanimados sem saber que passo dar a seguir. Mas há-de surgir uma luz ao fundo do túnel.

3/07/2011

Mudar de vida

Em Dezembro de 2007 deixei aqui uma mensagem sobre mais uma interrupção abrupta dos meus planos de pôr em prática a permacultura. A minha horta de varanda no Porto foi interrompida ao fim de apenas 2 meses de vida, porque tive que me mudar.
Fui viver para Lisboa com o meu companheiro, onde tentei reiniciar uma  nova horta de varanda, mas o resultado foi sempre tão deprimente que nem me dei ao trabalho de partilhá-lo aqui. De momento tenho três vasos com ervas daninhas, uma sardinheira, um feijão-verde e alguns coentros. E acho que este é o ponto máximo de produção que já consegui aqui ter. Por desleixo, falta de motivação, uso alternativo do espaço... No fundo não quero dedicar-me muito a reverdescer a varanda, sabendo de antemão que mais uma vez estou apenas de passagem por esta casa.
Desde que aqui chegámos que estamos a planear a nossa próxima mudança. Desta vez pretendemos dar o grande salto e viver no campo. Mas como quaisquer outros jovens que não herdaram terra da família, nem têm dinheiro para comprar terra, dar este salto é não só uma grande aventura, como também uma enorme dor de cabeça.
Por um lado gostaríamos de nos afastar da capital e encontrar um sítio sossegado, com muita terra e  preço baixo e contribuir para a repovoação do interior.Por outro lado não queremos estar longe da família, dos amigos e do emprego actual que convém manter perante a incerteza do sucesso ou insucesso inicial do projecto agrícola.
Admiramos os jovens que deixam os seus empregos confortáveis e bem pagos e se atiram de cabeça a recuperar uma ruína em Trás-os-Montes com as suas próprias mãos, aonde vão viver do que a terra dá, por vezes sem água nem electricidade. Mas nós somos um pouco mais cobardes e menos confiantes e receamos dar esse salto sem rede de segurança. Apesar de tudo sentimos a urgência de dar o salto.
O mundo a que estamos habituados a viver está a desmoronar-se mais rapidamente do que alguma vez julgámos possível. O estado já não nos garante protecção nem segurança nem apoio como há apenas alguns anos parecia garantido. O plano poupança reforma com mais futuro é a compra de terra com água e o trilhar o caminho da auto-suficiência. Antes as pessoas eram pobres, mas no geral não passavam fome. Produziam a sua comida e sabiam construir e produzir os bens essenciais de que necessitavam., além de que contavam com o apoio da comunidade e do seu sistema de trocas de bens e serviços. Eram pobres mas não eram miseráveis. Hoje e no futuro, quem viva nas cidades dependente do sistema económico vigente, sem conhecer os princípios básicos da sua sobrevivência, correrá o risco de se tornar miserável se de repente o estado social e mesmo os sistemas de apoio privados colapsarem por completo ou se tornarem impossíveis de sustentar. Felizmente cada vez mais gente, e especialmente os jovens, estão a aperceber-se disso e a tentar inverter a situação voltando às origens, ao mundo rural, a uma vida mais sustentável e sustentada. Por que sei que há um grande interesse por parte desses jovens em saber como os outros deram esse salto, irei tentar partilhar aqui as minhas experiências da minha tentativa (esperemos que bem sucedida) de mudar de vida.

Número total de visualizações de página