8/28/2008

Verde Eufémia

Devido à educação que me deram, estou totalmente condicionada a ficar quietinha no meu cantinho, a fazer coisas que não incomodem ninguém, a não dar nas vistas, a sentir-me embaraçada se ferir susceptibilidades a alguém e por isso nem mesmo gosto de participar em manifestações pacíficas quanto mais aderir a acções mais fortes contra os poderes instalados.
No entanto tenho perfeita noção das manigâncias que se passam no mundo, que muitos classificariam de devaneios de activistas radicais conspiracionistas, mas que são reais e bem documentadas.
Por isso admiro aqueles que têm a coragem de sair do sofá e ir para a rua manifestar-se, protestar, exigir, defender direitos e liberdades e que não receiam ser presos, julgados, marginalizados e, infelizmente ainda em muitos casos pelo mundo fora, torturados e mortos. São os meus heróis e tenho-lhes o maior respeito e devoção por lutarem por todos nós, mesmo por aqueles que lhes fazem mal.
O ano passado quando se deu o caso Verde Eufémia eu estava lá pelos lados de Bruxelas e não assisti às torrentes de veneno que foram distiladas contra os activistas que fizeram a acção, mas quando soube do sucedido fiquei surpreendedida com as reacções completamente descabidas dos portugueses. Diz-se que somos um povo de brandos costumes, mas eu acho que já passámos dessa fase para passarmos a ser simplesmente uns cobardolas. Temos horror absoluto de quem ousa quebrar as convenções e deus nos livre de coisas como "desobediência civil"! Valha-nos mas é Santo Salazar para meter na ordem estes jovens drogados que não querem mas é trabalhar!
Aqui fica um video elucidativo sobre a famosa acção de Silves e o desejo de que um dia não seja mais preciso que as pessoas tomem este tipo de atitudes, pois quem estiver no poder estará lá para garantir as nossas liberdades e direitos e não para servir interesses obscuros e encher os bolsos à grande.
Podem também assinar a petição de solidariedade com o Movimento Verde Eufémia e visitar o seu site.


4/23/2008

Publicidade Não!

Há tempos recebi um email com uma sugestão engraçada sobre o que fazer com a publicidade recebida na caixa de correio. O email incentivava a que usássemos os envelopes RSF que tantas vezes acompanham os mailings publicitários, para enviarmos a publicidade dumas empresas de volta para outras.
Obviamente, eu adorei a ideia, mas tal como foi contra-argumentado numa série de fóruns e mailing-lists, apesar de divertida, essa proposta não é a melhor maneira de se acabar com a praga da publicidade.
Se querem combater a publicidade nas caixas de correio, antes de mais nada devem colocar na vossa caixa de correio um daqueles autocolantes amarelos que se pedem nos correios, dizendo "Publicidade, Não!".
Depois devem evitar ir atrás de todas as ofertas, concursos e promoções em que nos pedem os dados pessoais, pois é assim que passam a ser inundados por publicidade endereçada que consegue ser ainda mais irritante.
Finalmente, para se livrarem dessa publicidade, devem procurar as letras miudinhas que vêm algures nos folhetos publicitários, dizendo que se querem que os vossos dados sejam removidos da base de dados daquela empresa, devem enviar o vosso pedido para a morada tal. É uma grande seca, mas façam isso. Se puderem usem então os envelopes RSF para enviar esse pedido.
Mas eu acho bem mais piada gastar dinheiro num selo para enviar essa carta e usar os RSF para pôr em prática aquela genial sugestão de pub-terrorismo.
Comecei hoje mesmo. Recebi publicidade da General Motors - queriam impingir-me um automóvel novo - e eu peguei no RSF, que por acaso é um postalinho - e escrevi a letras garrafais vermelhas para pararem com a publicidade. Questionei-os sobre se não estavam satisfeitos com a poluição causada pelos automóveis que produzem, que ainda tinham que contribuir com mais um bocado enviando cartas com 5 folhas de papel brilhante e a cores para as pessoas impingindo os ditos bólides.
Duvido que a mensagem chegue a quem devia, mas hoje foi uma, amanhã serão milhares e aí talvez comecem a causar algum impacto.

12/24/2007

Impermanência

Como prometido, andei a coleccionar garrafas e garrafões e já estava a fazer vermicompostagem numa caixa de cartão há cerca de um mês. Mas a impermanência é rainha e fez das suas na minha vida. Arranjei novo emprego e mudei novamente de casa.
Tive que me livrar dos garrafões todos, das minhocas e até do primeiro saco de terra que já tinha em casa para o meu projecto de horta na varanda.
C'est la vie.
Acho que enquanto não tiver morada fixa, não posso voltar a fazer planos deste tipo. Perco tempo e acabo por não terminar nada.

11/14/2007

Planos para uma nova brincadeira verde

Decidi usar garrafões e garrafas de plástico como vasos. Vou pôr em prática a sugestão que o Anderson deixou num comentário aqui no blog e semear cenouras em garrafas de 1.5 lts (uma planta por cada), pois achei fascinante a ideia. Já comecei a arrebanhar garrafas na ESB e a cortar-lhes os gargalos.
A solquartocrescente questionou-me sobre o tamanho dos vasos que eu utilizo para as plantas. Bem, não tenho medidas concretas para dar, é preciso seguir um pouco a intuição consoante o tamanho que sabemos que as plantas podem atingir.
Eu cultivei milho num vaso bem grande, para aí com 1 metro de diâmetro e ele deu-se bem (cresceram uns 3 ou 4 pés), mas tenho noção de que é forçar um pouco a "convivencia" entre as plantas.
As cenouras que cultivei em vaso não chegaram a desenvolver raízes, porque o vaso era demasiado baixo e apesar de eu ter aproveitado a rama, desta vez vou tentar o método das garrafas para ver se obtenho melhores resultados.
Ah, também estou a pensar iniciar vermicompostagem numa caixa em casa, para ver se reciclo eficazmente os meus resíduos orgânicos :)
Agora só preciso de tempo para fazer tudo isto. E parece que cada vez tenho menos...

11/06/2007

Vida nova, varanda nova ;)

Olá novamente. O vosso entusiasmo é contagiante e por isso vou esforçar-me por continuar a fazer algo que valha a pena ser aqui mencionado. Estou neste momento a viver no Porto e no meu poiso temporário tenho uma varanda que pretendo encher de coisas verdes (como não podia deixar de ser).
Estou só a tentar arranjar algum tempo e materiais que possam servir de recipientes para plantas e logo darei notícias.
Quanto às perguntas que me fizeram mais recentemente, lembro-me que alguém queria saber o nome das flores roxas das fotografias, mas infelizmente não sei e não consegui encontrar a resposta. Outra pergunta insistente que me fizeram é como é que combato as pragas que atacam as plantas de varanda, principalmente os danados dos pulgões. Em Bruxelas fui confrontada com esse problema, ataques de pulgões e de outros insectos que nem nunca tinha visto. Mas decidi não fazer nada e esperar para ver. Eles enfraqueceram algumas plantas, mas depois seguiram com a vida deles e as plantas recuperaram sem que eu tenha interferido.
Correndo o risco de vos soar muito "do além", acho que o melhor remédio é dar boa energia às plantas, sorrir-lhes e acreditar que elas serão fortes. Elas sentirão o apoio moral e sobreviverão ao pior ;)
Afinal de contas uma horta de varanda não tem por objectivo garantir-nos a auto-suficiência alimentar nem uma produtividade máxima, pelo que não vejo que seja problemático que se percam algumas plantas pelo caminho.

9/06/2007

Obrigada!

Tenho recebido imensos comentários vossos, a dizerem que vos inspiro, entre outras coisas queridas e nunca tive tempo para vos agradecer.
Na verdade vocês é que me inspiram, porque se não houvesse ninguém a ler este blog, eu já tinha parado de escrever nele.
Ao contrário do que vocês dizem, eu acho que estas "brincadeiras" que ando a fazer não são sequer dignas de publicação. Espero um dia fazer um jardim ou uma horta biológica a sério, mas até agora tudo o que fiz foram projectos fracos e inacabados de que até me envergonho de partilhar, mas como vocês desse lado parecem encontrar inspiração neles, lá vou continuando a escrever umas tontices.
Alguns de vocês colocaram-me questões às quais também não respondi mas prometo fazê-lo em breve. Desculpem lá pelo atraso de meses.
Um abraço grande e obrigada por se darem ao trabalho de ler isto!

8/08/2007

Urban Homestead

Um dia quero ter uma casa assim :)

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