4/23/2008

Publicidade Não!

Há tempos recebi um email com uma sugestão engraçada sobre o que fazer com a publicidade recebida na caixa de correio. O email incentivava a que usássemos os envelopes RSF que tantas vezes acompanham os mailings publicitários, para enviarmos a publicidade dumas empresas de volta para outras.
Obviamente, eu adorei a ideia, mas tal como foi contra-argumentado numa série de fóruns e mailing-lists, apesar de divertida, essa proposta não é a melhor maneira de se acabar com a praga da publicidade.
Se querem combater a publicidade nas caixas de correio, antes de mais nada devem colocar na vossa caixa de correio um daqueles autocolantes amarelos que se pedem nos correios, dizendo "Publicidade, Não!".
Depois devem evitar ir atrás de todas as ofertas, concursos e promoções em que nos pedem os dados pessoais, pois é assim que passam a ser inundados por publicidade endereçada que consegue ser ainda mais irritante.
Finalmente, para se livrarem dessa publicidade, devem procurar as letras miudinhas que vêm algures nos folhetos publicitários, dizendo que se querem que os vossos dados sejam removidos da base de dados daquela empresa, devem enviar o vosso pedido para a morada tal. É uma grande seca, mas façam isso. Se puderem usem então os envelopes RSF para enviar esse pedido.
Mas eu acho bem mais piada gastar dinheiro num selo para enviar essa carta e usar os RSF para pôr em prática aquela genial sugestão de pub-terrorismo.
Comecei hoje mesmo. Recebi publicidade da General Motors - queriam impingir-me um automóvel novo - e eu peguei no RSF, que por acaso é um postalinho - e escrevi a letras garrafais vermelhas para pararem com a publicidade. Questionei-os sobre se não estavam satisfeitos com a poluição causada pelos automóveis que produzem, que ainda tinham que contribuir com mais um bocado enviando cartas com 5 folhas de papel brilhante e a cores para as pessoas impingindo os ditos bólides.
Duvido que a mensagem chegue a quem devia, mas hoje foi uma, amanhã serão milhares e aí talvez comecem a causar algum impacto.

12/24/2007

Impermanência

Como prometido, andei a coleccionar garrafas e garrafões e já estava a fazer vermicompostagem numa caixa de cartão há cerca de um mês. Mas a impermanência é rainha e fez das suas na minha vida. Arranjei novo emprego e mudei novamente de casa.
Tive que me livrar dos garrafões todos, das minhocas e até do primeiro saco de terra que já tinha em casa para o meu projecto de horta na varanda.
C'est la vie.
Acho que enquanto não tiver morada fixa, não posso voltar a fazer planos deste tipo. Perco tempo e acabo por não terminar nada.

11/14/2007

Planos para uma nova brincadeira verde

Decidi usar garrafões e garrafas de plástico como vasos. Vou pôr em prática a sugestão que o Anderson deixou num comentário aqui no blog e semear cenouras em garrafas de 1.5 lts (uma planta por cada), pois achei fascinante a ideia. Já comecei a arrebanhar garrafas na ESB e a cortar-lhes os gargalos.
A solquartocrescente questionou-me sobre o tamanho dos vasos que eu utilizo para as plantas. Bem, não tenho medidas concretas para dar, é preciso seguir um pouco a intuição consoante o tamanho que sabemos que as plantas podem atingir.
Eu cultivei milho num vaso bem grande, para aí com 1 metro de diâmetro e ele deu-se bem (cresceram uns 3 ou 4 pés), mas tenho noção de que é forçar um pouco a "convivencia" entre as plantas.
As cenouras que cultivei em vaso não chegaram a desenvolver raízes, porque o vaso era demasiado baixo e apesar de eu ter aproveitado a rama, desta vez vou tentar o método das garrafas para ver se obtenho melhores resultados.
Ah, também estou a pensar iniciar vermicompostagem numa caixa em casa, para ver se reciclo eficazmente os meus resíduos orgânicos :)
Agora só preciso de tempo para fazer tudo isto. E parece que cada vez tenho menos...

11/06/2007

Vida nova, varanda nova ;)

Olá novamente. O vosso entusiasmo é contagiante e por isso vou esforçar-me por continuar a fazer algo que valha a pena ser aqui mencionado. Estou neste momento a viver no Porto e no meu poiso temporário tenho uma varanda que pretendo encher de coisas verdes (como não podia deixar de ser).
Estou só a tentar arranjar algum tempo e materiais que possam servir de recipientes para plantas e logo darei notícias.
Quanto às perguntas que me fizeram mais recentemente, lembro-me que alguém queria saber o nome das flores roxas das fotografias, mas infelizmente não sei e não consegui encontrar a resposta. Outra pergunta insistente que me fizeram é como é que combato as pragas que atacam as plantas de varanda, principalmente os danados dos pulgões. Em Bruxelas fui confrontada com esse problema, ataques de pulgões e de outros insectos que nem nunca tinha visto. Mas decidi não fazer nada e esperar para ver. Eles enfraqueceram algumas plantas, mas depois seguiram com a vida deles e as plantas recuperaram sem que eu tenha interferido.
Correndo o risco de vos soar muito "do além", acho que o melhor remédio é dar boa energia às plantas, sorrir-lhes e acreditar que elas serão fortes. Elas sentirão o apoio moral e sobreviverão ao pior ;)
Afinal de contas uma horta de varanda não tem por objectivo garantir-nos a auto-suficiência alimentar nem uma produtividade máxima, pelo que não vejo que seja problemático que se percam algumas plantas pelo caminho.

9/06/2007

Obrigada!

Tenho recebido imensos comentários vossos, a dizerem que vos inspiro, entre outras coisas queridas e nunca tive tempo para vos agradecer.
Na verdade vocês é que me inspiram, porque se não houvesse ninguém a ler este blog, eu já tinha parado de escrever nele.
Ao contrário do que vocês dizem, eu acho que estas "brincadeiras" que ando a fazer não são sequer dignas de publicação. Espero um dia fazer um jardim ou uma horta biológica a sério, mas até agora tudo o que fiz foram projectos fracos e inacabados de que até me envergonho de partilhar, mas como vocês desse lado parecem encontrar inspiração neles, lá vou continuando a escrever umas tontices.
Alguns de vocês colocaram-me questões às quais também não respondi mas prometo fazê-lo em breve. Desculpem lá pelo atraso de meses.
Um abraço grande e obrigada por se darem ao trabalho de ler isto!

8/08/2007

Urban Homestead

Um dia quero ter uma casa assim :)

7/27/2007

Adeus à horta na varanda

Nunca me lembro de levar a minha máquina fotográfica para o escritório e por isso as únicas fotos que tenho da varanda "verde" no seu estado mais actual, foram tiradas por uma colega e não mostram muito das plantas. Mesmo assim, aqui fica uma dessas fotos, como última testemunha da evolução da minha horta de varanda.
Milho atrás de mim, tomates do meu lado esquerdo, morangos e cenourinhas do lado direito e muitas flores pelo meio. Mas apesar de verdejante, a minha horta de varanda continua a causar algumas "polémicas". A colega que me tirou a foto arrancou cerca de 70% das cenouras e deitou-as para o lixo, alegando que considerava tortura para as cenouras tê-las em tão grande densidade num vaso. Eu expliquei-lhe que tenho estado a desbastá-las progressivamente enquanto vão crescendo e que tenho comido a rama daquelas que recolho! Ela simplesmente arrancou 2/3 das cenouras, deixou o vaso praticamente despido de plantas e deitou toda aquela verdura comestível no caixote do lixo! E ficou espantada quando eu lhe disse que a rama também é comestível! E diz-se ela agrónoma com especialização em agricultura biológica! Estes agrónomos de escritório precisam mesmo de uma horta na varanda ou qualquer dia esquecem-se do que é uma planta.
Entretanto acabei o meu estágio e em breve voltarei a Portugal. Receio pelo futuro das minhas plantas e o mais certo é que aquele cantinho verde vá sofrer alterações. Os meus colegas decididamente preferem plantas "normais" e que não necessitem de cuidados e estão aos poucos a encher o espaço com plantas decorativas que não vão ter nenhum outro papel além do meramente decorativo. Enfim, pelo menos terão plantas, o que já é um ponto positivo.
Em tempos prometi recolher fotos dos canteiros de Bruxelas, mas confesso que não tive tempo nenhum para isso. Talvez ainda o faça antes de ir embora, mas desta vez não prometo nada.

6/16/2007

Plantas no escritório III

Finalmente começamos a ter alguma cor na varanda do escritório.
O meu patrão que não queria muitas plantas agora já se queixa que não temos suficientes - queria tê-las já crescidas e a florir. Mas eu tentei fazê-lo compreender que não fazia muito sentido estar a comprar plantas já desenvolvidas que custam muito mais caro que as sementes e que além disso é disparatado estar com pressa, porque na jardinagem, a maior parte do prazer está em percorrer o caminho, ver as plantas germinar e crescer e não no resultado final.
O tempo tem estado perfeito para as plantas porque está um calor de verão, mas tem chovido frequentemente e eu consigo vê-las crescer de dia para dia.É igualmente incrível a quantidade de vida que umas poucas plantas atraem. Nos primeiros dias, quando apenas tinha vasos com terra, apareceram imensos crustáceos tipo bichos de conta (sim, também são crustáceos, não são apenas os camarões e as santolas) debaixo dos vasos. Assim que as primeiras plantas começaram a crescer houve uma explosão de insectos, aracnídeos e aves a visitarem a nossa varanda. Até apareceu um melro! No meio de tanto betão, eles devem agradecer e ficar surpreendidos por encontrarem um pequeno "hotspot" de biodiversidade.
O processo ainda não está concluído. Ainda estou a comprar mais vasos em 2ª mão e mais terra e ainda tenho sementes para semear e aromáticas para plantar. Os feijões ainda têm que crescer e cobrir o gradeamento da varanda, os girassóis, os tomates e cenouras ainda estão pequeninos. Lá comprámos também duas ou três plantas já em flor para compôr o quadro e fazer o patrãozinho feliz.
Os meus colegas ainda gozam comigo porque acham um disparate crescer cenouras e nabiças em vasos, mas não percebo qual é o problema. Se não tiverem muito espaço para crescer ficam anãs e depois, qual é o problema? Teremos verde na mesma e poderemos sempre enfeitar as nossas saladas com cenouras anãs da nossa varanda! Que outra organização em Bruxelas se pode gabar do mesmo?

6/03/2007

Plantas no escritório II

Ainda não tenho muito para dizer, apenas que o esverdeamento da varanda do meu escritório está no bom caminho. O meu patrão deu-me um limite de 200 euros para eu comprar vasos, plantas e terra, mas não contou que eu fosse comprar tudo em 2ª mão, usasse sementes que eu mesma recolhi ou troquei ou recebi de oferta e que no final não gastasse nem 50 euros - mais por causa da terra e de algumas plantas já crescidas que decidi comprar para termos algum verde que se visse de imediato.
Ainda não tirei fotografias, porque as plantas ainda estão a germinar, mas já fiz a minha primeira sopinha com rebentos de nabiças da varanda. Os meus colegas acabaram por aceitar que eu semeasse tomates, cenouras, nabiças, coentros, milho e girassol, mas não se sentem muito confiantes quanto a comê-los. Têm medo da contaminação pelos poluentes do ar da cidade. Mas pelo que sei, apesar de haver alguma contaminação, porque as plantas de facto absorvem poluentes do ar, a contaminação não é pior que a de plantas produzidas no campo, especialmente se forem de modo de produção convencional. Nesse caso a contaminação por pesticidas pode ser bem pior que a contaminação por poluentes na cidade. E há que ter em conta todos os benefícios da agricultura urbana que compensam largamente a poluição dos vegetais. É uma revolução por um mundo melhor e como tal merece toda a dedicação, mesmo que exija alguns sacrifícios, suportar algumas desvantagens. Quando coloco sementes na terra num vaso em 2ª mão que eu mesma pintei de amarelo, cor-de-rosa, verde ou azul, e as vejo germinar contra o cenário cinzento de betão e vidro em meu redor e buzinas de carros durante todo o dia, sinto que estou a transformar o mundo radicalmente, a desafiar os poderes instalados que nos querem arrastar para um mundo cinzento, deprimido e assustado, sem alma, sem destino, sem esperança. Isso vale muito mais que qualquer poluente que tenha contaminado as minhas nabiças.

4/13/2007

Plantas no escritório

Nunca mais aqui escrevi nada, porque pouco se passa que eu possa aqui contar. Desisti do meu plano de fazer compostagem na varanda/terraço do meu escritório. Pensei muito nisso e até descobri que a Comuna de Etterbeek (a freguesia onde se situa o escritório) paga metade do valor dum compostor doméstico a quem adquira um, mas concluí que a quantidade de resíduos orgânicos que se produzem no escritório são tão poucos que demoraria um ano a encher um pequeno caixote do lixo com eles.
Quanto ao plano de encher a varanda e o escritório de plantas foi adiado para o início da Primavera e muito alterado... O meu patrão concorda que devemos ter plantas, mas apenas uma ou duas no interior e poucas mais no exterior e a ideia de ter couves e nabos não lhe parece bem. Ele está demasiado preocupado com as aparências, quer que o escritório tenha um ar normal de escritório em Bruxelas. O que pensariam os convidados ilustres que por lá passam se vissem couves a crescer na varanda? Eu penso que achariam perfeitamente adequado, tendo em conta que estariam no escritório da Federação de Agricultura Biológica, mas o meu patrão tem pouco espaço mental para a imaginação, criatividade e ousadia. Um escritório é um escritório, tem que ser cinzento e geométrico, mesmo que esteja a trabalhar em prol duma visão do mundo que quebre as barreiras do convencional.
Mas penso que lá pelo meio das plantas puramente ornamentais conseguirei integrar algumas hortícolas que também têm valor ornamental. Para o interior do escritório consegui fazer uma lista de plantas que além de ornamentais também são muito eficazes a limpar o ar interior de poluentes. Já comprámos duas ou três e aos poucos penso que ainda iremos comprar mais.
Aqui ficam alguns links para informação sobre plantas de interior que limpam o ar:
http://www.care2.com/channels/solutions/home/392
http://www.zone10.com/tech/NASA/Fyh.htm
http://www.extension.umn.edu/yardandgarden/ygbriefs/h110indoorair.html
http://frugalliving.about.com/cs/cleaning/a/050404.htm
A minha colega Lena quer ajudar-me a povoar a varanda de verde e trocámos livros com ideias - ela emprestou-me um em alemão (pouco mais percebo que as imagens) e eu emprestei-lhe um em francês que comprei numa feira do livro e que é um regalo para os olhos. Nas próximas duas semanas iremos tentar aplicar as ideias dos livros e as minhas próprias ideias e depois conto como correu.

1/18/2007

Comida biológica

Não tenho muito para contar, porque não tenho tido tempo nem condições para me dedicar à permacultura ou à horticultura. Estou mais dedicada ao meu desenvolvimento pessoal e à minha aprendizagem noutros campos.
Por enquanto tudo o que posso dizer é que a minha experiência de consumo ecológico e biológico teve um resultado positivo. Consegui com o meu pouco dinheiro comprar apenas alimentos biológicos e produtos ecológicos. Tornei-me cliente habitual das lojas Bioshop e Shanti, onde compro semanalmente a minha comida, mas também dentríficos, shampôs, produtos de limpeza, papel higiénico, etc, sempre ecológicos. Estranhamente não notei grande diferença nos meus gastos ao fim do mês. Deve haver muitas razões para isso, começando pelo facto das diferenças de preço não serem assim tão significativas e acabando no facto de que quando nos tornamos consumidores conscientes além de consumirmos melhor passamos a consumir menos, o que acaba por equilibrar as finanças.
Continuo espantada com o consumo vestigial de frutas e hortícolas da maioria das pessoas. Comem abundantemente massa, arroz, batatas, pão com charcutaria e queijo e tudo o mais que que seja rico em calorias mas não em nutrientes, acompanhado por vezes de algum tipo de alimento vegetal em quantidades muito, muito reduzidas. Fruta é coisa que comem apenas de quando em quando.
A desculpa das pessoas nunca é que não gostam de vegetais, é sempre a de que são caros, o que me deixa ainda mais incrédula, pois não só eu consumo 10 vezes mais vegetais e fruta que a pessoa média, como agora só compro produtos biológicos e mesmo assim com o pouco dinheiro que tenho, consigo não passar fome e ainda ter dinheiro para viajar, sair com os amigos, ir ao cinema, etc.
Antes achava que havia razão nesse argumento, mas agora sei que excepto para quem é verdadeiramente muito pobre, a desculpa do dinheiro é muito esfarrapada e uma escapatória fácil a ter que se reflectir sobre o que se come.

11/03/2006

Vida simples

Como disse, consigo ter uma pegada ecológica muito menor aqui em Bruxelas do que quando vivia em Portugal. Por várias razões, algumas delas que me foram impostas e não voluntariamente aceites, mas que eu resolvi abraçar como uma oportunidade de recuperar um estilo de vida mais simples.
Estou a viver num mini-mini-mini-apartamento, que não mede mais de 7m2 e que é basicamente um quarto com casa-de-banho, um micro-ondas e um frigorífico. O meu dia-a-dia sofreu uma simplificação muito grande graças a isto, porque o espaço é limitado para a acumulação de bens e eu tenho que possuir apenas o essencial. Além de cama, o material de cozinha mínimo indispensável, um guarda-roupa com muito menos roupa do que eu estava habituada a ter e uma estante com livros, só tenho o meu portátil e um pequeno rádio. Ah, também tenho uma gaiola com um rato albino que encontrei perdido na rua, mas estou a pensar dá-lo a alguma família adoptiva que prometa tratar bem dele, porque neste momento não posso ter nenhum animal dependente de mim.
Tenho poupado muita água, por várias razões. A água do meu banho é aquecida numa pequena caldeira com pouco volume de água, por isso se eu quero evitar terminar o meu banho com água fria, tenho que gastar apenas a água essencial para me molhar e enxaguar rapidamente. Depois não tenho lava-loiça, apenas o lavatório da casa-de-banho e é lá que tenho que lavar a loiça e os legumes. Para evitar situações menos higiénicas, comprei dois alguidares para colocar no lavatório alternadamente: um para quando lavo a cara e os dentes e outro para quando lavo a loiça. Como resultado, recolho toda a água consumida e desde que aqui cheguei há 2 meses, praticamente só usei o autoclismo 5 vezes, porque todas as outras vezes utilizei a água recolhida nos alguidares.
Por questões económicas fui forçada desde o início a procurar lojas e feiras de produtos em 2ª mão para comprar o máximo daquilo que necessitava, o que tem sido excelente, porque desde o ferro de engomar, passando pelos tachos e panelas e acabando em roupas e sapatos, tenho comprado quase tudo em 2ª mão, o que é bastante mais ecológico do que comprar novo.
Este mês vou fazer a experiência de comprar apenas produtos biológicos e ecológicos. Obviamente toda a gente me diz que o dinheiro que eu recebo por mês não chega para isso. Talvez não, mas eu estou convencida que sim e vou tentar provar isso. Claro que se a meio do mês já não tiver mais dinheiro para isso, vou ao mercado comprar legumes cheios de pesticidas, mas vou tentar. Acho que se me focar no essencial e cortar nas coisas que não são realmente necessárias, isso é possível. O problema das pessoas é que antigamente praticamente todo o seu rendimento era gasto na alimentação, mas hoje em dia querem ter dinheiro para ir ao cinema, para andarem de automóvel, para comprarem cds e jogos para a Playstation e já não estão dispostos a dar mais que uma percentagem mínima do seu rendimento para se alimentarem como deve ser. Lembrei-me agora mesmo do comentário duma colega minha aqui do escritório que diz que eu como demasiada fruta e verduras. Quando eu lhe perguntei o que raio queria dizer com isso, uma vez que a fruta e as verduras nunca são demais, ela diz que são alimentos muito caros comparados com cereais, feijões, batatas, etc, que enchem mais a barriga. Ela é quase vegetariana, praticamente não come carne, no entanto nunca a vejo comer fruta e verduras, apenas glúcidos e mais glúcidos. Se eu comesse como ela, neste momento pesava 80 kilos, mas penso que ela tem um metabolismo mais acelerado que eu, por isso continua magra. Mas a questão não é essa, a questão é que as pessoas só pensam no balanço dinheiro/calorias e acham que gastar dinheiro em nutrientes em vez de calorias é dinheiro mal gasto. Esquecem-se que a coisa mais preciosa que temos é a nossa vida e que para ela ser longa e frutífera, temos que ser saudáveis e que para sermos saudáveis não são as calorias ingeridas que contam, mas a quantidade de nutrientes.
Não sei para onde vou e fazer o quê, depois desta minha experiência em Bruxelas, mas seja aonde for, quero prosseguir com este estilo de vida: sem carro, sem tv, com o mínimo de produção de resíduos e de consumo de água e electricidade, com uma pegada ecológica bem mais reduzida, porque dá-me muita tranquilidade finalmente viver como sempre desejei mas nunca consegui.

10/29/2006

Compras em Bruxelas

Em Bruxelas é muito mais fácil ser-se ecológico e ter uma menor pegada ecológica do que em Lisboa. No entanto a pegada ecológica dos Bruxelenses é uma das mais altas da Europa. Alguém tem que puxar as orelhas aos bruxelenses...
Hei-de falar um pouco de várias questões relacionadas com a ecologia em Bruxelas, mas hoje começo pelas compras.
Aqui os mercados, feiras e lojas em 2ª mão são inúmeros e muito frequentados e toda a gente tem carrinhos para transportar as suas compras, que em Portugal só as velhotas usam para ir ao mercado. Também há uns quantos supermercados, mas parece-me que os mercados e feiras têm mais sucesso e ao domingo o metro enche-se de pessoas com os seus carrinhos, a irem ou a virem dum mercado local ou duma feira.
As lojas e feiras de produtos em 2ª mão são um sucesso. Abundam e vendem de tudo um pouco. A mais conhecida é Le Petit Riens, pertencente a uma associação que aceita roupas, móveis, electrodomésticos, cds, bibelots, brinquedos e tudo o que se possa imaginar, para vender depois em 2ª mão. Os lucros revertem a favor de pessoas sem-abrigo e carenciadas, algumas das quais estão directamente envolvidas no funcionamento das várias lojas por todo o país. A associação possui uma oficina que recupera móveis e li que, por exemplo, das 100 toneladas de móveis que recolheram o ano passado, 95% foi recuperada ou reciclada e apenas 5% teve mesmo que ir para o lixo. Esta associação é um exemplo excelente de permacultura em acção.
Passado algum tempo em Bruxelas percebi que o carrinho de compras era mesmo essencial, mas os que se encontram à venda ou são demasiado pequenos ou demasiado caros (alguns chegam a custar 150 euros). Decidi construir o meu próprio carrinho. Comprei uma estrutura metálica com rodas no IKEA por 5 euros, para transportar sacos e caixotes e comprei duas mochilas em 2ª mão no Petit Riens por outros 5 euros, et voilá, montei o meu próprio carrinho de compras, muito mais original que todos os outros que encontro na rua. Já fui várias vezes às compras com ele e funciona perfeitamente. Só tem um defeito - faz um bocado de barulho em piso mais acidentado, um chocalhar metálico que ainda não consegui eliminar por completo, mas quando está carregado de compras o barulho desaparece.

Entretanto já convenci o meu chefinho a ter um compostor na varanda e estou a fazer planos para encher o resto do espaço com legumes. Houve alguma oposição à ideia, porque estes ecologistas de trazer por casa acham que isso é excelente quando se está no campo mas não num escritório em Bruxelas. Mas se tivessem feito um curso de Permacultura iriam perceber porque é que é mais importante compostar e ter legumes numa varanda em Bruxelas do que numa horta no campo. Mas vão acabar por perceber, quando virem na prática o que isso representa.

9/28/2006

Canteiros na cidade

Bruxelas tem uma coisa que me agrada imenso: além dos muitos espaços verdes e da imensidão de árvores e pequenos jardins em frente às casas, as pessoas ainda aproveitam os pequenos canteiros em redor das árvores nos passeios para plantarem flores, tomates, couves, aquilo que lhes apetecer. E para marcarem o seu território constroem cercas em redor estes pequenos canteiros, que vão desde os mais improvisados aos mais "profissionais.
Ainda só tenho 2 exemplos para mostrar, mas gostaria de fazer uma colecção de fotos destes canteiros, pois são verdadeiramente inspiradores. Só é pena que haja mais com flores do que com couves, mas que tenham flores já é uma maravilha, comparado com o betão que prolifera nas cidades portuguesas.


9/21/2006

Voltei!

Olá amigos! Perante tantos pedidos insistentes, cá estou eu a dar notícias novamente (como aliás tinha prometido fazer).
Já estou em Bruxelas e apesar de andar bastante ocupada com o trabalho, em breve vou voltar a postar coisas neste blog. Já tenho algumas ideias a cozinhar no forno ;) Até breve.

8/07/2006

Despedidas!

O meu trabalho na Harpa terminou oficialmente, mas ainda vou lá voltar algumas vezes durante este mês para terminar umas tarefas que ficaram pendentes. O meu último trabalho realizado na quinta foi a adaptação de um canteiro de plantas numa mansão para tartarugas!
Metade do canteiro estava coberto de ervas espontâneas. Aproveitei esse espaço para fazer um laguinho. Cavei o buraco, forrei com um plástico preto resistente, enchi com água e prendi as bordas com terra e pedras. Ficou um bocado improvisado, mas para minha primeira experiência não ficou assim tão mal. Fiz um caminho de lajes de pedra até ao laguinho, para não ser necessário pisotear as plantas quando se anda no canteiro. Ainda falta vegetação em redor do lago e plantas aquáticas no seu interior. Nas zonas do canteiro onde a terra ficou nua semeei luzerna e calêncula, mas não sei se alguém o regou na minha ausência, pelo que pode não ter germinado nada.


Na 2ª foto, do lado direito em baixo, talvez consigam distinguir entre as folhas de uma consolda, uma casinha que fiz com 2 telhas, para a tartaruga se recolher. A ideia foi tão bem sucedida que assim que coloquei a tartaruga no canteiro e após ela tomar a sua primeira banhoca no lago, se dirigiu de imediato para lá onde descansou feliz da vida.
Resta acrescentar que a tartaruga vivia em minha casa há quase dez anos, num aquário que começava a ser uma prisão física e mental. Eu não gosto nem aprovo que os animais sejam mantidos em cativeiro. Acho que toda a gente deveria adoptar pelo menos um cão ou um gato (adoptar e não comprar!), se tiver condições mínimas para lhes oferecer uma vida confortável e com amor, mas não compreendo que se mantenham em cativeiro animais como tartarugas, que dispensam "o nosso amor" e claramente só desejam viver livremente os seus instintos no seu habitat natural.
Mas há cerca de 10 anos atrás uma pessoa ofereceu-me duas tartarugas e como eu nunca as abandonaria por aí, pois não são nativas do nosso país, nem sequer do nosso continente, tive que me responsabilizar pelo seu bem-estar. Uma delas morreu ainda pequenina, mas a outra aguentou-se e já mede cerca de 15 centímetros. Precisava de uma casa nova e mais "natural" e conversa puxa conversa, decidiu-se que a tartaruga iria ser a nova habitante da quinta da Harpa.

Há uma outra razão para que eu tenha entregue a tartaruga à Harpa e que é a mesma razão porque terei de abandonar o meu projecto de Á-do-Barriga, pelo menos por agora. Vou para Bruxelas, pelo menos durante um ano, trabalhar na IFOAM. É uma oportunidade única e estou muito entusiasmada, mas irei sentir muita falta do campo, das hortas, dos trabalhos manuais... Vou fazer Agricultura Biológica de escritório :)
Não sei se irei continuar a publicar textos neste blog, pois não há grandes perspectivas de eu vir a fazer horticultura em Bruxelas, mas nunca se sabe se não irei lá desenvolver algum projecto em permacultura, uma vez que ela se aplica a tudo e não apenas ao cultivo e jardinagem.
Prometo voltar a dar notícias!

7/15/2006

Homenagem aos ténis mais velhos do mundo

Esta semana decidi (finalmente!) fazer o funeral a um par de ténis que me acompanharam durante cerca de 10 anos da minha vida. Comprei-os para praticar aeróbica, depois serviram para tudo um pouco que fosse actividade física e ao ar livre. Usei-os durante estes mesitos de trabalho na quinta, o que os condenou definitivamente à morte, após anos e anos de doença crónica.
Durante estes meses, todos os dias a minha mãe me pediu que não entrasse em casa com eles calçados e me rogava que os deitasse fora. Só acedi a esse pedido agora, pois os buracos de lado deixavam que todo o tipo de picos e espinhos se espetassem nos meus pés, o que estava a começar a ser doloroso.
Mas antes de os deitar fora, achei que a história deles merecia ser contada e que uma última foto merecia ser tirada, pois estes ténis ganhariam concerteza o concurso dos ténis mais velhos, sujos e maltratados do planeta :)


Mudando de assunto, algumas das minhas últimas tarefas na quinta foram o transplante de feijões para o meio dos pés de milho (foto da esquerda), para que possam crescer trepando pelo milho e a plantação de tabaco (é um bom insecticida natural) e abóboras, entre as filas de milho (foto da direita). Tirei os cartões que usei para fazer mulching em redor do milho e reutilizei-os nestas novas plantinhas. Os cartões não estavam já a servir de muito, porque as ervas cresciam debaixo deles e levantavam-nos, mas são muito úteis nas fases iniciais de crescimento das plantinhas, para lhes dar avanço sobre as ervas espontâneas.

As fotografias que tenho apresentado não têm boa qualidade - na verdade têm muito má qualidade - e peço desculpa por isso a quem se queixou desse facto. A minha máquina digital estava com problemas (entretanto já está a ser arranjada) e entretanto comecei a fotografar com a câmera do telemóvel, que tira fotos ainda piores. Espero que mesmo assim percebam as ideias que quero transmitir e assim que tiver a minha máquina a funcionar em pleno, espero começar a ter fotografias melhores para apresentar.

6/28/2006

Colheitas, sementes e germinados

Depois de colhidas as alfaces, algum alho-francês, rabanetes, acelgas, ameixas e alperces, que estavam prontinhos a ser consumidos, estou agora dedicada à recolha de sementes de couves, alfaces e aromáticas e a acompanhar atentamente a evolução do milho, tomates, pimentos e couves, que são as próximas principais colheitas.
As abóboras estão a crescer bem e sem necessidade de cuidados, os alhos e cebolas estão já bons para ser consumidos e têm sido apanhados consoante as necessidades.
As couves que foram plantadas este ano não têm tido muito sucesso. Mesmo onde aplicámos composto elas não se têm desenvolvido muito e nalguns locais foram vítimas de piolho. Tenho-as pulverizado com chorume de urtiga e estou a preparar mais chorume para adubo líquido, na tentativa de lhes dar uma "forcinha" extra ao seu desenvolvimento.
Também temos cenouras, mas praticamente não cresceram, tal como os rabanetes e as batatas, pois a terra é muito argilosa e compacta e tudo o que são tubérculos e raízes não consegue expandir-se.
As aromáticas estão bem e recomendam-se. Temos coentros, salsa, menta, hortelã, alecrim, salva, erva-príncipe, funcho, tomilho, arruda, rúcola. Ainda são pequenas quantidades, mas estão a crescer bastante bem.
Uma vez que tenho mexido em sementes, lembrei-me das minhas tentativas falhadas de fazer germinados em casa e senti vontade de tentar novamente. Em tempos tinha comprado um germinador de barro, mas nele as sementes acabavam sempre por se encher de fungos e estragar-se antes de estarem consumíveis. Então procurei desenvolver uma alternativa caseira e descobri que posso germinar sementes em caixas de cd's!
Tinha algumas caixas redondas de 50 cd's vazias guardadas, porque tinha a certeza de que iria descobrir-lhes uma qualquer utilidade e finalmente descobri a função ideal para elas.

Para germinar as sementes eu inverto as caixas, coloco as sementes na caixa transparente, cubro-as com àgua e no dia seguinte escorro-as apenas invertendo a caixa, pois a tampa deixa sair a água facilmente. Depois viro novamente a caixa e deixo as sementes germinarem. Geralmente ao fim de 2 dias já estão prontas para serem consumidas numa bela salada. Outro facto interessante destas caixas é o facto de poderem ser empilhadas umas em cima das outras, formando uma torre que cabe em qualquer canto da cozinha. E nunca mais tive problemas com fungos.

6/16/2006

Venda na BIOCOOP

A venda de produtos na Harpa não tem tido muito sucesso - poucas pessoas conhecem a quinta e menos ainda compram os seus produtos quando por lá passam. Por isso decidiu-se vender alfaces e outros produtos da horta na BIOCOOP, que excepcionalmente concordou em recebê-los para venda.
Tem chovido imenso e a horta está um lamaçal, pelo que eu tenho evitado andar por lá a pisoteá-la, mas hoje a chuva deu tréguas durante a manhã e lá fui apanhar umas quantas alfaces e acelgas para entregar na BIOCOOP. Eu queria colher muito mais, até porque tinha ordens de colher o máximo possível, mas o meu carro é pequeno e as alfaces são enormes. Tudo o que consegui levar foram 30 alfaces (25 kg no total) e uma caixa de acelgas (5 kg). Deitei os bancos de trás e enchi a parte traseira do carro com a mercadoria.

A minha tia Elisa apareceu para me ajudar e lá fomos nós até à BIOCOOP.
Quando lá chegámos, deram-nos uma lição de como apresentar as hortícolas para venda, pois da maneira como estavam, segundo o Fernando, ninguém sequer lhes iria pegar. Entre a risota, chamaram-nos aprendizes de agricultoras, o que não considerei ofensivo, pois é a mais pura das verdades :)))
Antes de colocarmos as alfaces e acelgas à venda tivémos que as lavar, cortar restos de raízes e caules e encaixotá-las de novo.
Enquanto iniciávamos esta tarefa, começaram a surgir interessados nas nossas alfaces: primeiro uma senhora que queria 4, depois outra que queria 3, depois um casal de boca aberta com o tamanho delas e que queria a maior que lá tivéssemos (infelizmente não havia sacos onde elas coubessem e as pessoas acabavam por levar das mais pequenas)! Não conseguíamos lavá-las e prepará-las ao ritmo a que as pessoas as compravam. Eu diria que foi um sucesso :)
Já me pediram que levasse mais coisas para vender.

6/09/2006

Quinta da Harpa II

Quando comecei a trabalhar na quinta da Harpa, o Zé já tinha cultivado, entre outras coisas, couves, cebolas e alhos. Ele queixava-se que todas as semanas tinha que arrancar ervas do meio destas hortícolas, por isso decidi fazer mulching nestes canteiros. Arranquei as ervas, deixei-as no solo, cobri com jornais e por fim tapei com palha. Quando ele viu o que eu tinha feito, ia-lhe dando uma coisa... :)




Ele não confia muito na inocuidade dos jornais e cartões, os primeiros por terem tintas e os segundos por terem colas. Mas eu tentei assegurá-lo de que qualquer impacto menos bom que estes compostos tenham no solo, são largamente compensados pelo trabalho que nos poupam e pela retenção da humidade no solo. Quanto à redução do trabalho ele já se convenceu, pois desde que fiz o mulching, há cerca de um mês, nunca mais tivémos de nos preocupar com ervas daninhas. Quanto à humidade do solo, não está tão convencido.
Infelizmente, a rega da horta é feita por aspersão, o que significa que só após haver encharcamento dos jornais é que a água chega ao solo e como resultado disso, muitas vezes observamos que após a rega, o solo fica pouco húmido e apenas junto da superfície. Não sei se em resultado disso, mas parece que sim, as couves em que apliquei o mulching estão a desenvolver-se muito pouco.
Penso que a solução ideal não será eliminar o mulching, mas sim mudar o tipo de rega para gota-a-gota, até porque poupa bastante mais água relativamente à rega por aspersão. Já lhe falei nisso, mas esse investimento está em lista de espera nas prioridades da quinta.
Também cobri o solo onde foi cultivado milho e apesar de aqui ter usado cartão em vez de jornal, o milho tem crescido muito bem, porque a rega aqui faz-se com mangueira, directamente sobre as plantas e não por aspersão. Penso que isto confirma que o mal não é do mulching mas sim do tipo de rega.



Existem algumas pilhas de composto em diversos pontos da quinta. Tenho usado algum desse composto e gostava que houvesse mais disponível. Ofereci-me para iniciar uma outra pilha de composto, maior que as existentes, mas o problema é que o composto na quinta é produzido segundo o modo biodinâmico e portanto precisa de levar preparados biodinâmicos específicos. Não temos destes preparados na quinta e sempre que são necessários, é preciso pedir a quem os tenha. O Zé disse-me que esperasse pelos preparados antes de fazer a pilha de composto, mas eu ando a pensar fazer uma sem eles. Mais vale composto não-biodinâmico que composto nenhum.
Eis uma foto de uma das pilhas de composto, com cerca de 6 meses, de onde tenho estado a retirar composto.



Tenho usado este composto em redor de árvores e arbustos plantados recentemente na quinta e sobre o qual também coloco jornais e palha. Comecei pela fila de arbustos de amoras que estavam a ser engolidos pelas ervas e irei continuar a aplicá-lo noutras árvores e arbustos.


Também apliquei composto num canteiro de morangos que se encontra numa encosta da quinta. Estes morangueiros não foram cultivados da maneira mais favorável e praticamente não deram frutos, mas numa tentativa de ainda os salvar, cobri o solo à volta deles com muito composto e tenho-lhes dado alguma atenção. Os próximos serão cultivados em terraços e com muito composto logo de início.


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